Astronomia - Sistemas de coordenadas #2

    O sistema de coordenadas alto azimutais é amplamente utilizado em astronomia para descrever a posição de um objeto celeste no céu em relação a um observador em um local específico. Este sistema é baseado em dois parâmetros: a altitude e o azimute.


1. Altitude (ou elevação)

  • Mede o ângulo do objeto acima do horizonte.
  • Valores variam de 00^\circ (no horizonte) a 9090^\circ (no zênite, ponto diretamente acima do observador).
  • Objetos abaixo do horizonte têm altitudes negativas.

2. Azimute

  • Mede o ângulo ao longo do horizonte a partir do norte verdadeiro.
  • Geralmente, 00^\circ corresponde ao norte, 9090^\circ ao leste, 180180^\circ ao sul, e 270270^\circ ao oeste.

Pontos de referência do sistema

  • Zênite: O ponto diretamente acima do observador (9090^\circ de altitude).
  • Nadir: O ponto diretamente abaixo do observador (90-90^\circ de altitude).
  • Horizonte: O plano tangente à superfície da Terra no local do observador (00^\circ de altitude).




Como funciona ? - O Rádio

        Essa postagem é o registro de um "rádio" que construí (Fig. 1). Esse rádio possui finalidade didática, é feito com 4 componentes e NÃO necessita de pilhas. É isso mesmo, você não leu errado, nada de pilhas ou baterias. A ideia é também buscar um pouco dos primórdios do desenvolvimento da tecnologia de radiocomunicação. 

Fig. 1 - Rádio AM de germânio com antena de quadro.

    Pensar que certo gênio inventor acordou pela manhã e teve a ideia de construir um rádio é no mínimo ingênuo. A invenção do rádio é resultado de um longo processo que envolve centenas de pessoas, começando no final do século XIX até os dias atuais onde o rádio é de certa maneira reinventado em tecnologias de telefonia celular 3G , LTE (4G), redes WAN, Bluetooth e a recente Internet das Coisas. Uma pergunta importante é: Quem fez e quando foi feita a primeira transmissão de informação sem fio?

    Se informação for uma pequena faísca então essa pessoa foi o físico Heinrich Hertz (1857 - 1894), o mesmo Hertz da unidade de frequência, essa foi uma homenagem a ele. Hertz conhecia o trabalho teórico de James Clerk Maxwell (1831 - 1879) que previa a existência de ondas eletromagnéticas. O experimento de Hertz consistia em um circuito elétrico capaz de gerar uma faísca entre os terminais de uma antena. 

    Do outro lado do laboratório de Hertz, a alguns metros, havia um anel metálico e condutor, aberto, com uma pequena esfera em cada extremidade. Quando a faísca era gerada, instantaneamente outra faísca brilhava no anel do outro lado do laboratório. Verificando assim as previsões de Maxwell. 

    A história do rádio passa por um padre gaúcho chamado Landell de Moura (1861 - 1928). Landell patenteou um dispositivo que permitia a comunicação por voz dentre outros dispositivos de comunicação a distância. Landell provavelmente foi o primeiro a transmitir e receber voz através das ondas hertzianas. 

    Agora vamos dar um salto na história até a radiodifusão por amplitude modulada, ou como os mais velhos conhecem: AM. O rádio que é a razão desta postagem (Fig. 2), chamado comumente de Rádio de Galena, detecta ondas eletromagnéticas de amplitude modulada. Cristal de Galena é um cristal semicondutor utilizado em rádios antigos, que por essa razão ganharam o nome de rádios de Galena.

Fig. 2 - Base da antena e detalhe do capacitor de placas.

    O diagrama esquemático (Fig.3) apresenta três componentes: capacitor variável de placas (300pF), diodo de germânio e cápsula piezoelétrica. Esses três componentes e a antena de quadro formam o Rádio de Germânio. 
Fig. 3 - Diagrama esquemático do projeto


     Este projeto é um misto de alguns projetos que eu encontrei na internet entre sites e vídeos. Inicialmente eu havia feito sem a antena de quadro, utilizei então um fio Terra (literalmente na terra) e 20 m de fio como antena. Achei que isso limitaria muito a mobilidade então resolvi fazer a antena. 

    Também é importante ressaltar dois pontos. O primeiro é que o capacitor variável de placas não é vendido em lojas de eletrônica, é preciso pegar de um rádio velho. O segundo é que a cápsula piezoelétrica, apesar de ser encontrada em lojas do ramo, não é o componente mais adequado. O fone mais sensível é o de cristal de Rochele, segundo o consta em artigo escrito pelo Prof. Newton Braga no site: newtoncbraga.com.br

    Por fim posso dizer que valeu a pena ter construído. O rádio realmente funciona! 




 Clique aqui para saber mais sobre o Experimento de Hertz e as Equações de Maxwell ( 1865 )

História da Física - Ondas eletromagnéticas e a invenção do rádio

   A invenção do rádio como conhecemos hoje tem suas raízes no experimento do físico alemão Heinrich Hertz realizado em 1887. Hertz tinha o conhecimento teórico sobre a possibilidade da geração de ondas eletromagnéticas a partir de um circuito centelhador ligado a uma antena, essas ondas viajariam pelo espaço e poderiam ser detectadas por uma segunda antena posicionada a uma certa distância da primeira.  




  A imagem acima mostra as duas antenas usadas por Heinrich Hertz em seu experimento para comprovar a existência das ondas eletromagnéticas. Hertz conhecia o trabalho de seu contemporâneo James Clerk Maxwell que publicou em 1865 um artigo intitulado "A Dynamical Theory of the Electromagnetic Field" ( Uma Teoria Dinâmica do Campo Eletromagnético ). O artigo traz um conjunto de equações capaz de descrever a totalidade dos fenômenos elétricos e magnéticos conhecidos na época, bem como relações entre esses fenômenos.

   Na época de Maxwell, originalmente havia 20 equações que descreviam o eletromagnetismo. Maxwell foi capaz de reduzir esse conjunto para 8 equações. Posteriormente, Oliver Heaviside e Josiah Willard Gibbs, utilizando o cálculo vetorial, simplificaram ainda mais as equações de Maxwell, expressando-as de forma mais compacta e elegante no conjunto final de 4 equações vetoriais que conhecemos hoje. Esse trabalho de simplificação ocorreu ao longo das décadas após as contribuições iniciais de Maxwell, resultando nas equações (#) :

$$ \quad \nabla \cdot \mathbf{E} = 0 $$

$$ \quad \nabla \cdot \mathbf{H} = 0 $$

$$\nabla \times \mathbf{E} = -\mu_0 \frac{\partial \mathbf{H}}{\partial t}$$

$$\nabla \times \mathbf{H} = \varepsilon_0 \frac{\partial \mathbf{E}}{\partial t}$$

   Essas são as famosas equações de Maxwell. Essas equações evidenciam uma simetria entre o campo elétrico e o campo magnético. É possível reformular as equações de Maxwell de forma que resultem em duas equações de onda. A solução dessas equações fornece uma expressão para as ondas eletromagnéticas. Ao solucionar essas equações, Maxwell chega na seguinte expressão para a velocidade dessas ondas:

$$ v = \frac{1}{\sqrt{\mu_{0}\varepsilon_{0}}}  $$

   As letras gregas no denominador são respectivamente a permeabilidade magnética do vácuo e a permissividade elétrica do vácuo. Ao substituir o valor numérico dessas duas constantes, Maxwell encontra o valor de v = 2,99792×10^8 m/s que era um valor conhecido na época: O valor da velocidade da luz no vácuo. 

   Desta forma Maxwell conclui que a luz é uma onda eletromagnética. Mas afinal, como uma onda eletromagnética pode ser gerada ? A solução das equações de Maxwell também fornece essa resposta. Portanto foi exatamente isso que Heinrich Hertz se propôs a fazer em seu laboratório: Gerar ondas eletromagnéticas e detectá-las a alguns poucos metros de distância em uma outra antena. Assim nasciam as ondas eletromagnéticas ou como foram posteriormente chamadas: As ondas de rádio. 

   O termo "rádio" utilizado para descrever as ondas eletromagnéticas usadas em comunicações sem fio vem do latim "radius", que significa "raio". Este nome foi escolhido porque as ondas de rádio propagam-se radialmente a partir de sua fonte, da mesma maneira que os "raios de luz" são irradiados a partir de uma fonte luminosa. A palavra "rádio" foi inicialmente aplicada por Marconi, que é conhecido por desenvolver as primeiras comunicações sem fio práticas no final do século XIX e início do século XX.


# Supondo que a densidade de cargas e a densidade de corrente sejam nulas. 

*Caso você não esteja visualizando as expressões matemáticas, clique em "Ver versão para a web".


Teoria da Relatividade - A. Einstein (1905)



  O artigo “Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento” escrito por Einstein em 1905, representa um marco conceitual na história da física, ao lançar as bases da teoria da relatividade restrita. Neste trabalho, Einstein parte de princípios fundamentais — como a invariância da velocidade da luz no vácuo e a exigência de que as leis da física tenham a mesma forma para todos os observadores inerciais — para construir uma nova eletrodinâmica que evita contradições inerentes à teoria clássica. A proposta é reexaminar os conceitos de espaço, tempo e simultaneidade, mostrando que as medidas de tempo e distância dependem do referencial em movimento.

Um ponto essencial é a incompatibilidade entre a mecânica tradicional, baseada nas ideias de Galileu e Newton, e o eletromagnetismo de Maxwell: enquanto a mecânica pressupõe transformações simples entre referenciais (as transformações de Galileu), o eletromagnetismo exige que a velocidade da luz permaneça constante para todos os observadores, independentemente de seu movimento relativo. Essa tensão provoca inconsistências nas leis clássicas quando aplicadas a corpos em movimento, e impulsiona a reformulação das transformações entre sistemas de referência — as transformações de Lorentz —, graduando-se daí novos fenômenos como a dilatação do tempo e a contração dos comprimentos.

    Em suma, esse artigo pioneiro revela como os fundamentos da eletrodinâmica e da mecânica clássica, até então considerados compatíveis, exigem uma nova síntese — a teoria da relatividade — para superar suas contradições e respeito aos princípios de simetria e invariância.



Você pode acessar o artigo de Einstein sobre a Teoria da Relatividade em português (tradução) aqui:  O artigo fundador da teoria da relatividade restrita – tradução para o português (PDF) Periódicos UFES+1



Pergunta: Quais são as inconsistências citadas no texto ?


Dica: Observe o exemplo da figura abaixo. 



    A figura ilustra dois sistemas de referência. Um deles está fixo na estação de trem O, enquanto o outro está fixo no trem O´, que possui velocidade v (constante) em relação a O. Dentro do trem há uma pessoa que possui posição x em relação a O e posição x´ em relação a O´.

    Minha sugestão é a seguinte: aplique inicialmente a relatividade de Galileu. Depois substitua o movimento do observador dentro do trem pelo movimento de um raio de luz gerado por uma lanterna situada em O´ apontada na mesma direção do vetor velocidade do trem. 

       Considere que a velocidade do trem (em relação a estação) seja de 15 m/s. Enquanto a velocidade da pessoa dentro do trem (em relação ao trem) seja de 1 m/s.


(a) Qual a velocidade da pessoa em relação a estação de trem ?

(b) O movimento da pessoa comporta-se de acordo com o previsto pela relatividade de Galileu ? 

(c) No referencial do trem O´, qual a velocidade da luz emitida pela lanterna ?

(d) No referencial da estação O, qual a velocidade da luz emitida pela lanterna ?

(e) A luz comporta-se de acordo com o previsto pela relatividade de Galileu ? Explique.







Problema - Mecânica - Giroscópio

 Assista o vídeo abaixo e tente responder o desafio:



1) Após girarmos o disco e soltarmos a haste horizontal, a haste...


A) permanece em repouso.

B) começa a girar no mesmo sentido do disco.

C) começa a girar no sentido oposto ao do disco.


<< SOLUÇÃO >>



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